quinta-feira, 18 de abril de 2013

GREGOS EXPLORAM IMIGRANTES EM PLANTAÇÂO DE MORANGOS

A polícia grega está à caça de três capatazes de uma plantação de morangos, que são suspeitos de atirar em cerca de 30 trabalhadores, na sua maioria de Bangladesh, depois dos imigrantes exigiram salários que não haviam sido pagos durante seis meses. Funcionários prometeram a punição "rápida e exemplar" para os três capatazes que desapareceram após o incidente, que ocorreu em abril, 17 em Nea Manolada, cerca de 260 quilômetros (160 milhas) a oeste de Atenas. Até agora, a polícia prendeu o proprietário da fazenda, no sul rural do país e um homem local por suspeita de esconder os três capatazes. 
A violência teria ocorrido quando um dos supervisores abriram fogo contra uma multidão de cerca de 200 trabalhadores estrangeiros se reuniram para pedir seus salários não pagos. De acordo com um dos imigrantes, que foi prometido salários de 22 euros (28,70 dólares) por dia. "Eles continuam nos dizendo que vai ser pago num mês, e isso vem acontecendo há mais de um ano." A Reuters citou um homem que se recusou a ser identificado. 
O conflito resultou em pelo menos 28 pessoas que foram feridos a tiro. Sete trabalhadores de Bangladesh ainda estão recebendo tratamento em hospitais locais, mas nenhum deles tem ferimentos fatais. O governo grego condenou o tiroteio "desumano, sem precedentes e vergonhoso". "Este acto sem precedentes e vergonhoso é estranho à ética grega", disse o porta-voz do governo Simos KEDIKOGLOU. Ao mesmo tempo, o principal sindicato do país, GSEE, acusou o governo de não investigar adequadamente as condições da exploração frutícola de Nea Manolada.

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